Agromarketing?

Ao se entender que no Brasil temos, atualmente, a maior parcela do PIB vindo do segmento agro – mais de 20% -, por quê vemos tão poucos artigos e empresas se dedicam a falar de marketing para esse segmento, ao menos não de marketing digital?

Alguns dirão que é por razões como “o homem do campo não está conectado na internet tanto quanto o homem urbano”. Desculpa se iremos quebrar um paradigma em sua mente agora, mas quando falamos de negócios, de agronegócios, a internet está dentro das fazendas com ferramentas e ações que fazem parte do cotidiano do homem rural que está inserido nesse cenário.

Diante disso, surge outra potencial razão pela qual tão pouco se houve falar sobre o assunto: a baixa quantidade de profissionais de marketing alinhados aos termos e modelos do negócio rural. E, essa sim, pode fazer mais sentido para você que é do campo e está lendo esse artigo.

O cenário do agro no Brasil

Dados da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMR&A), coletados em maio de 2017 mostram o comportamento do produtor rural com seus hábitos de consumo de mídia. A pesquisa feita como homens e mulheres responsáveis pela decisão de compra e uso de insumos agropecuários, máquinas e implementos agrícolas para a propriedade mostra que 63% costumam acessar a internet diariamente.

Outro ponto importante a ser observado é o que traz a preliminar do Censo 2017, mostrando que o acesso à internet no campo aumento na ordem 1.790%, passando de 75 mil produtores com acesso em 2006 para 1,4 milhão de produtores em 2017.

Marketing Digital no campo?

Diante deste cenário de crescimento de mercado e de uso do digital no campo, inevitável perceber que há uma lacuna para profissionais e empresas atuarem dentro deste segmento. Apesar de indicativos de que ainda existe um gargalo de entrega de internet para o campo, o fato é que há um movimento crescente de acesso.

Estratégias como o Inbound marketing passam a fazer ainda mais sentido para esse perfil de consumidor. A baixa demanda de conteúdos específicos sobre as áreas, muitas vezes destinada apenas como ferramenta de venda de insumos e maquinários, abre lacunas de conhecimento que o produtor por vezes não reconhece em nenhum espaço dentro da internet, hoje.

Compreender que o momento atual é o ideal para trabalhar o topo do funil de vendas e, assim, transformar a jornada deste consumidor em um caminho de educação e ao mesmo tempo de captação de leads para os negócios ligados ao agro, é a posição que poucas empresas do segmento estão adotando. E, quem o faz hoje, está um passo a frente naquilo que em outros segmentos já se consolida e traz retornos significativos.

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